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E-commerce cresce e mercado de eventos se adapta ao digital
Dados da Visual Capitalist mostram que houve aumento de até 300% na compra online de alguns segmentos como supermercados e farmácias
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O cenário do mercado de e-commerce cresce em alguns segmentos em função da pandemia do Covid-19. Dados da Visual Capitalist mostram que houve aumento de até 300% na compra online de alguns segmentos como supermercados e farmácias. No entanto, outros mercados registraram queda de até 70%, como artigos considerados supérfluos ou de luxo. No turismo, uma pesquisa feita pela bandeira de cartão de crédito Elo apontou que houve queda de 78% na média de faturamento diário de compras no débito. Os dados foram repassados pelo vice-presidente do E-núcleo (Associações de E-commerce de Maringá), Henrique Kogut, que destacou a experimentação forçada como ativo para o aumento do e-commerce em alguns segmentos. “Esse aumento repentino e exponencial será benéfico para esses e-commerces se eles conseguirem entregar uma boa experiência para o consumidor final”, disse.

 

De acordo com o CSO da Nerau CX, empresa que trabalha com e-commerce, parceira do Maringá e Região Convention & Visitors Bureau, João Felipe Moreira, a empresa sentiu aumento na procura por implementação de e-commerce. “Sentimos uma procura maior de empresas que precisaram digitalizar seu negócio e vender online dentro desse período. É um cenário que vai permanecer pós-crise porque os consumidores que nunca tinham comprado na internet visualizaram que é possível comprar vários tipos de produtos online”, explicou.

 

Segundo João, apenas 5% do varejo no Brasil atuam com e-commerce. “Temos 95% do mercado para migrar e sobreviver. Estamos vivendo uma mudança de mentalidade com relação ao digital, uma mudança cultural e avanço tecnológico”, afirmou.

 

Estratégias                          

É o momento de repensar estratégias de negócios e utilizar o mercado digital como aliado para superar o momento de crise. Segundo Henrique Kogut, a empresa que não está indo bem com e-commerce nesse período precisa rever processos internos e modelos de negócios. “Buscar alguns parceiros estratégicos para se aliar e tentar alavancar a sua marca, através de co-branding, trabalhando com alguns clubes de vantagens, que é uma forma de transferência de autoridade... Os e-commerces que estão sobrecarregados estão aumentando seu quadro de funcionários temporariamente para atender esse aumento na demanda repentina, reduzindo o investimento em mídia paga, até porque esses clientes agora vêm de forma orgânica”, explicou Henrique.

 

Para João Felipe, o relacionamento com o consumidor destacou algumas empresas nesse período de crise no meio digital. “Empresas que se posicionaram primeiro com relação à quarentena saíram na frente. Talvez não tenham conseguido aumentar as vendas, mas estancaram um sangramento com lista VIP de clientes, comunicados sobre atendimento, mudança na política de troca e entrega... Empresas que se comunicaram conseguiram a confiança do consumidor”, pontuou.

 

Turismo e eventos

O mercado de turismo de eventos foi um dos mais afetados pela pandemia e deve ser um dos últimos a retornar. Os eventos que seriam realizados presencialmente acabaram encontrando no online a saída para contornar a situação com fornecedores, patrocinadores e os participantes que compraram os ingressos, além de elevar o nível do evento com incremento da tecnologia.

 

“Sabemos de eventos que seriam físicos, acabaram ocorrendo online e foram um sucesso. Além disso, o material dos eventos pode ser gravado e comercializado posteriormente, aumentando o lucro e a disseminação do conteúdo do evento”, avaliou João Felipe.

 

Com relação às empresas que trabalham com turismo de viagens, João destacou que essas empresas estão utilizando muito o meio digital para se comunicar com os clientes. “Várias empresas estão fazendo consórcio de viagens, oferecendo bons descontos e outras alternativas para manter o negócio. Tudo isso por meio do e-commerce”, enfatizou.  

 

A presidente do Maringá e Região Convention & Visitors Bureau, entidade que representa o turismo de eventos e negócios em Maringá, Maria Iraclézia de Araújo, destaca a importância do uso da tecnologia como ferramenta para alavancar o trabalho das empresas do trade turístico. “Várias empresas filiadas estão trabalhando o marketing por meio das ferramentas digitais para manter o negócio girando nesse momento de isolamento social, além das lives e relacionamento com os clientes nas mídias sociais. Os shoppings, por exemplo, estão trabalhando ações de delivery de comida e drive thru de produtos. Estamos vivendo um cenário novo e diferente que possibilita muitas oportunidades inovadoras de negócios”, enfatizou.

 

Transformação dos eventos

O cenário dos eventos híbridos já vinha ganhando espaço mesmo antes da pandemia. Diante dessa nova situação que o mercado de eventos vem passando, mergulhar no totalmente digital é a única alternativa do setor atualmente, e que deve permanecer pós-pandemia. Para o vice-presidente do Convention para assuntos de Planejamento Estratégico, Michael Tamura (Agência VQV Eventos), aplicar tecnologia em eventos agora é uma questão de sobrevivência.

 

“Os eventos que não se adaptarem ou não estiverem preparados, com conhecimentos técnicos das possibilidades tecnológicas hoje, vão ficar defasados”, disse. Segundo ele, o perfil do público, principalmente de eventos corporativos, agora se divide em dois: os que precisam estar presentes em um evento, até mesmo para networking e relacionamento, e os que querem apenas o conteúdo do evento. Esse segundo se adequa facilmente ao produto totalmente digital. “Precisamos, no mínimo, oferecer para o cliente a condição de participar do evento, seja presencial (quando possível) ou digital. Esse cenário veio para mudar a forma de enxergar e entregar os eventos”, disse.

 

Ainda de acordo com Michael, a retomada do setor para os eventos digitais já estão acontecendo. “Muitas empresas já ofertam esse tipo de tecnologia e já temos orçamento rodando para esse tipo de evento. Cabe a nós, profissionais da área, entender que precisamos correr atrás e estar nos aperfeiçoando cada vez mais. A tecnologia demanda conhecimento muito mais veloz que o analógico”, finalizou.

 

Maringá CVB

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